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Mais 2 frigoríficos de MT assinam acordo do MPF

  • 02/05/2013 08:26

Carne - frigorífico 2011 1 (assessoria) /

Mais dois frigoríficos instalados em Mato Grosso assinaram, nesta semana, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público Federal para a regularização socioambiental da cadeia produtiva da carne. As empresas que aderiram foram Frigorífico de Várzea Grande Eireli e Frical Frigorífico LTDA.

Durante a reunião para firmar o compromisso, o secretário executivo do Sindicato dos Frigoríficos de Mato Grosso (Sindfrigo/MT), Jovenino Borges, disse que, embora não tenha feito nenhuma pressão sobre os frigoríficos para assinarem o acordo para a regularização da produção da carne, o sindicato acredita que haverá ganhos para todos os atores envolvidos neste processo.

“As empresas estão vindo por conta própria, estão cumprindo as cláusulas do TAC e são parceiras do Ministério Público. Elas acharam melhor aderir ao acordo e nós estamos aqui para somar. Os produtores terão que se legalizar e a assinatura deste compromisso vai contribuir muito na questão ambiental. Eu acho que é um avanço grande o que está acontecendo, um marco para Mato Grosso e toda a cadeia produtiva será beneficiada”, afirmou o secretário executivo.

Ao assinar o acordo com o MPF, esses frigoríficos, que abatem diariamente cerca de 250 animais, também assumem a responsabilidade de comprar matéria-prima apenas de produtores rurais que não cometam desmatamento ilegal, façam a identificação das suas propriedades – por meio de inscrição nos cadastros estaduais existentes – iniciem o processo de licenciamento ambiental e não tenham ocorrência de trabalho escravo, invasão de unidades de conservação, terras indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Para o representante de uma das empresas, Vagner de Souza, o compromisso dos frigoríficos com o MPF também resultará em benefícios para os próprios pecuaristas, ampliando seu mercado consumidor. “Isso é uma parceria firmada com a maioria dos frigoríficos e não poderíamos ficar de fora. Ele vai vir a tona para o bem dos próprios pecuaristas, porque com esse acordo eles vão regularizar a sua situação e poderão vender para qualquer um”, declarou.

“O nosso objetivo na assinatura do TAC é auxiliar o Ministério Público nas questões que ele indicou que estão pendentes, principalmente em relação à terra indígena e ao desmatamento. Queremos contribuir não comprando dessas regiões e desses pecuaristas que estão produzindo irregularmente. A empresa está solidária e tem responsabilidade nessas questões", disse o representante da outra empresa, Vilson Gonçalves de Oliveira.

 


Fonte: Só Notícias com assessoria (foto: assessoria/arquivo)



 

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